Vi meu irmãozão Rodrigo Dias dando dicas musicais – e citando minha pessoa em algumas delas – no facebook e resolvi que eu também sou capaz de influenciar pessoas. Pro bem e pro mal, claro! Aliás, meu pai me disse num dia de profundo desgosto: “Meu filho, não é que você não sirva pra nada. Você serve de mau exemplo.”
Apresentarei músicas que escuto. E explicarei porque as escuto. Música é sentimento, é instante. Critique o axé, mas naquela muvuca de carnaval, de micareta, ela é mais do que adequada. Ou você queria mesmo que o Cumpadi Washington estivesse preocupado em lhe transmitir uma mensagem que não fosse Di Di Di Di Diiiii, Eu gostcho mutcho??
Então vou começar com uma canção que talvez vocês nunca souberam que eu escuto. Sou amplamente influenciado pelo que escutei em casa. Minha mãe foi minha maior instrutora musical. Meu pai o instrutor artístico. O humor e a interpretação vieram do meu pai. A musicalidade, da minha mãe. Qualquer reclamação, tratar diretamente com eles. Só que nessa primeira música, vou inverter e citar um cantor que meu pai me ensinou a gostar: NAT KING COLE.
Nat Cole tem uma voz única. O timbre é inconfundível. Ele INVENTOU um jeito de se cantar. Foi amplamente copiado. A calma com que declama as palavras chega a ser intrigante pra alguém que tenta cantar, como eu. Sua pronúncia é perfeita e mesmo você, que ainda está no Book One do Wizard, consegue entender.
A primeira é Darling, Je vous Aime Beaucoup. Essa música é de 1935, mas Nat Cole só a gravou nos anos 50. Quando Paul McCartney escreveu Michelle, que também tinha um trecho em francês, ele citou essa música como exemplo. Achava o francês uma língua muito sonora, muito musical. A França estava na moda em 1965 quando Paul escreveu Michelle. Brigitte Bardot, Charles Aznavour etc. Mas quando indagado sobre a origem da música, Paul citou Nina Simone e Nat King Cole. Dizia que queria colocar o clima calmo e sedutor de Nat nesses acordes.
Eu confesso que amo música francesa, e vocês verão algumas delas por essas dicas que darei. Gosto de cantar em italiano porque domino a língua ( e porque sempre me rendeu bons frutos nas rodas de violão, hehe), mas o francês é ainda mais cativante. Mas não falo quase nada de francês e na única vez em que estive na frança meus parcos conhecimentos foram ofuscados pelo fedor dos ônibus e trens, fechados feito tampa de tupperware, fazendo curtir a catinga dos suvacos.
Essa música é exatamente para pessoas como eu, que sonham com uma francesa – depois do banho, claro – mas não tem a capacidade de xavecar nesse idioma. Pois Nat King Cole nos deu essa cantada de mão beijada.
Oi Fabiano… Nos falamos um dia no Curitiba Comedy Club depois do seu show (palhinha de uma hora)…
Gostaria, se possível, da sua apreciação deste video/música/crítica que compus!
Um fraterno abraço,
Fernando Kadlu
Achei interessante assim podemos conhecer um pouquinho
mais de Fabiano Cambota…
Música é tudo …! nos faz ir além ….
valeu vou ficar de olho…
Bjo
Acabou de ganhar um novo utilizador do seu blogue, gostei daquilo que tenho descoberto e irei continuar a visitar mais vezes